sexta-feira, maio 17, 2013

Crônica dedicada a GERSON JONES, pelo saudoso poeta WALDIR CARVALHO

Crônica dedicada a GERSON JONES, pelo saudoso poeta WALDIR CARVALHO.

A noite, que teve a acariciá-la com desvelo,o embalo imcomparável do vento que vem do mar, se deixa prazeirosamente vencer pelo radioso dia que vai nascer nas próximas horas.
Duas horas da madrugada. O sono, previlégio bendito dos justos e dos outros também... é morte interina, mesmo.
De repente, um susto que se evolui em forma de prazer, marca o inicio de uma emoção ilimitada. Acordes sentimentais se desprendem do violão anunciando o canto que irá falar das coisas do coração.
Uma voz suave liberando aos poucos a mensagem que não é apenas que não é apenas de Dolores, mas a de tanta gente vem completar as delícias do repouso que se traduz numa noite tranquila, pós assim dizer "a noite do meu bem"...
Somos todo-ouvidos, para escutar o - cantor nato - que a baixada viu nascer e de que hoje tanto se orgulha. Nem o rádio, a televisão e as boates do Rio de Janeiro, conseguiram roubar totalmente de nós, o talento e simpatia desse jovem irá longe, levar a sua mensagem de artista.
Convém observar que os tempos mudaram, exigindo canções murmuradas sussurros angustiados... O microfone poupa esforços e as noites de Copacabana sugerem conversa sonora, cochichos musicais...
Nada disso, entretanto, impede que a...
"...Viola enluarada, Carolina e a Nossa canção.." seja interpretada na forma vibrante do seu criador.
No melhor da festa, o Adeus, musica de Tom, e o orvalho la fora caindo, molhando a areia, umedecendo a brisa. A música que nos leva a esquecer tudo, para sonhar apenas, é agora em nossa mente, uma visão distante, como fim de uma de uma estrada...
Ao longe, desesperado o pássaro brejeiro suplica: quero...quero...quero...
Que adianta querer? Toda a alegria desta vida não dura mais que um momento.
A felicidade é como a serenata: chega de surpresa e nos deixa sem explicação.

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